Wednesday, April 9, 2008

Ciência e Inovação para diplomatas

O ministro da C&T, Sergio Rezende, proferiu nesta segunda-feira palestra sobre Ciência, Tecnologia e Inovação para alunos do curso de aperfeiçoamento de diplomatas, no auditório do Instituto Rio Branco, em Brasília

A explanação incluiu um breve histórico sobre a trajetória nacional no setor de C&T, desde a década de 90, época marcada por crises e queda no número de bolsas oferecidas pelo CNPq/MCT até os dias atuais. De acordo com Rezende, na virada do século, o país já havia formado 50 mil pesquisadores com doutorado.

Entre os anos de 1999 e 2002, o sistema de C&T passou por uma fase de transição. Neste período, o CNPq criou outras modalidades de financiamento e foram criados os Fundos Setoriais visando garantir a ampliação e a estabilidade do encaminhamento de recursos para a área.

Segundo dados fornecidos pelo ministro, nos quatro anos seguintes, o setor se desenvolveu devido à ampliação dos recursos federais. O investimento em C&T promoveu o crescimento da comunidade científica em pelo menos 20% em comparação à década de 70. Em 2006, R$ 1,1 bilhão foi investido no segmento científico-tecnológico e o CNPq ofereceu 65 mil bolsas de estudo. No mesmo ano, foram formados 9,6 mil doutores no Brasil.

A publicação de artigos científicos nacionais em revistas internacionais indexadas também teve crescimento de 8,2%, valor correspondente a quatro vezes a média mundial (1,9%).

Hoje, o Brasil tem mais de 80 mil pesquisadores com doutorado. Na América Latina, é o país com maior e mais qualificada comunidade de Ciência e Tecnologia. O ministro destacou ainda os setores econômicos melhor sucedidos sob o aspecto do desenvolvimento tecnológico no país: petróleo, agronegócio e aeronáutico.
(Monalisa Silva, da Assessoria de Comunicação do MCT)

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